História da "Menina UPG" e do Mano Silvestre

Gostaríamos de vos expor a história confidenciada pelo Mano Silvestre sobre infeliz aventura de uma menina UPG, a qual se desenrolou no dia 24 de Setembro de 2012. Esta história em certa medida é representativa das dificuldades e obstáculos com que as Organizações como a UPG e os seus técnicos locais se debatem com regularidade, mas acima de tudo da ausência de protecção dos e das jovens moçambicanas.   No dia acima referido o Mano Silvestre quando estava na escola, na sala do projecto UPG, deu pela falta desta menina. Perante a sua ausência começou a perguntar às amigas da “menina UPG” se sabiam o que a levou a faltar às aulas (se ela estaria doente, se tinha acontecido alguma coisa), no entanto das raparigas nenhuma conhecia a razão da ausência da sua amiga.  

Posto isto, o Silvestre perguntou a uma menina (não UPG) que é vizinha da “menina UPG” sobre o seu paradeiro, ao que a pequena lhe disse ter ouvido que ela tinha ido para Maputo com uma Senhora para ir trabalhar. Logo o Silvestre pensou “em tantas coisas porque ultimamente tem acontecido casos em que jovens são traficados, partindo desta estratégia de que vai trabalhar enquanto estão pra fazer algo com ela ou mesmo negócio sexual noutros cantos principalmente na África do Sul”, e daí foi a correr até à casa da “menina UPG”, verificar esta situação com a sua Tia. Esta comentou terem levado a sobrinha sem sua permissão, alegando irem pedir permissão à própria mãe para poderem levar a rapariga para Maputo.   O Silvestre começou a ir de casa em casa perguntado às pessoas da comunidade qual teria sido o destino que a Senhora tomou.

Informaram-no que “aqueles que tinham levado a criança” foram para uma zona próxima do quartel depois da última aldeia de Manjangue a 10km de distância.   Com essa informação o Silvestre “pegou na Tia e em alguém de Manjanque” para encontrarem a “menina UPG”, e no caso de terem de informar a polícia, essas duas pessoas seriam testemunhas. Assim que chegaram ao bairro em questão começaram a procurar e perguntar por todas as casas de forma a descobrir onde morava a Senhora que tinha levado a “menina UPG”, por sorte passaram numa casa onde logo viram a menina. A Tia da menina entretanto já tinha desistida da busca encetada pelo Silvestre, pois estava a fazer-se tarde e voltou para Manjangue.

Conseguiram encontrar a menina por volta das 21h, na casa da Senhora, o Silvestre teve ainda de ameaçar para que ela lhe devolvesse a menina.   Nessa noite a menina e o Silvestre ficaram nessa casa em Chókwe sendo que no dia seguinte partiram os dois de volta a Manjangue, à sua casa e à sua escola. 

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